quinta-feira, 19 de maio de 2022


Recentemente lançada, a Antologia best-seller, Se Todas as Rainhas Estivessem em Seus Tronos, é uma coletânea de recontos de fadas. Nela vemos protagonistas femininas, guerreiras e inspiradoras com histórias de superação, amor e autoconhecimento. Histórias que revelam que as mulheres podem sim ser salvas por si mesmas; que o amor fraterno pode ser um processo de cura; que a subjugação não é uma regra a ser seguida; que o amor romântico não é um caminho para a cura de tudo, mas sim um complemento para a vida.

Analisando a grandiosidade dos temas abordados na referida Antologia, cabe aqui mencionar o quanto é necessário haver esse movimento de repensar os Contos de Fadas, os quais não foram criados, a priori, no intuito de entreter, mas sim, no de educar, no caráter moralizante. Portanto, aqui se faz necessário um panorama da história dos Contos de Fadas, que segue a seguir.

 

           O CARÁTER MORALIZANTE DOS CONTOS DE FADAS:

 

A denominada Literatura Infantil teve como marco inicial as criações de Charles Perrault na França, no século XVII e também as produções literárias dos Irmãos Grimm no século XVIII na Alemanha. Nessa época havia a valorização da cultura popular. Dessa forma, os contos maravilhosos eram contados nas praças ou em encontros familiares, no intuito moralizante e pedagógico. Nesse sentido, por meio do lúdico, o objetivo principal consistia em doutrinar as crianças, as quais eram consideradas adultos em miniatura.

      No caráter moralizante, as histórias eram contadas pelo povo, em linguagem acessível, sempre defendendo o maniqueísmo, ou seja, o bem vence o mal, com o final “felizes para sempre”, no sentido de docilizar o público infantil. Nesse sentido, de acordo com Coelho (1991), a literatura infantil surgiu na tentativa de descrever as origens da realidade histórica nacional, no que tange à representação do feminino, as histórias da época denotam a passividade da mulher, quase que sempre submissa ao poder masculino.

Corroborando, de acordo com Michelli (s/d, pág.5) “as personagens estruturam-se como figuras modelares do comportamento feminino desejado pela sociedade da época”. Assim, o feminino representa os estereótipos estabelecidos pela convenção social de uma época, podendo ser patriarcal, liberal, dentre outros parâmetros.

 

 

SOBRE A ANTOLOGIA SE TODAS AS RAINHAS ESTIVESSEM EM SEUS TRONOS:

 

Uma Antologia que evoca os Contos de Fadas, mas que dá um ar contemporâneo às histórias, incitando à reflexão sobre as temáticas abordadas: violência à mulher; subjugação; falta de amor-próprio; autoestima.

 

 TÍTULOS DOS CONTOS E RESPECTIVAS AUTORIAS:

 

O Amor Aribeliiano- Laís Napoli;

Aurora & Fryda- Marina Rezende;

A Princesa Sem Reino- Tay Alvez;

Um Novo Alvorecer- Thamires Santos;

O Canto Amargo da Lua- Helen V. C. Gaudencio;

Oceano de Tormentos- Franciely Oliveira;

Não Conte Poesia aos Mortos- Yasmin Kader;

Ferro de Bruxa- Sabrina Silva;

O Sol Atrás da Ira- Isabella;

Entre a Água e a Areia- Laura Reggiani

 

A dedicatória fala, por si só, a proposta da obra:

 

A Todas aquelas que não se contentam com o mínimo. Acreditamos em você, no seu potencial e, acima de tudo, no seu espírito inquebrável”.

 

A obra encontra-se disponível na Amazon e no Kindle Unlimited.

 

 

 

 

                            

 

 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021


 

CABELOS DE FOGO

Viviam numa cidadezinha rural e acolhedora, uma família muito discreta, um homem chamado Rui, sério, Promotor de Justiça, era bom para a família, porém de pouca conversa. Já Amélia, esposa de Rui era uma doçura em pessoa, não questionava ele em nada, vivia para os afazeres domésticos e para cuidar da filha Angélica. A menina de sete anos era calada, pouco se alimentava, não tinha amigos e para receber os ensinamentos possuía uma professora particular que ia à sua casa.

Os três habitavam um chalé grande, de dois andares, sendo o quarto de Angélica no segundo andar. Havia um jardim com muitas árvores, secas, não davam frutos e as roseiras não floresciam. Ali imperava o silêncio. Fixaram residência ali por conta do ar puro propício para a saúde frágil de Angélica, que possuía alergia respiratória desde bebê. Por ser demasiadamente frágil, Angélica era muito protegida pelos pais, que não deixavam-na nem sair ao pátio para brincar com as crianças da vizinhança. Ela nem mesmo podia andar de bicicleta no quintal, somente no quarto de brinquedos, ela podia fazer uso da mesma. O ambiente era coberto por ursinhos de pelúcia, casinhas de boneca, bonecas de pano, mas ela tinha preferência por um boneco em especial, talvez por ele ter os cabelos vermelho.

A rotina da família era sempre a mesma- às 6:00 horas da manhã, Rui saía para ir à Promotoria. Devido à sobrecarga de trabalho, chegava sempre exausto em casa. Amélia ficava em casa, não possuía empregada, portanto era ela a responsável pela limpeza e refeição. Rui era muito rígido com horários, chegava para almoçar pontualmente às 12:00 horas e para o jantar às 19:00 horas. Ele não abria mão dos horários. Era questão sagrada para ele.

Amélia não tinha descanso, desde que amanhecia se ocupava da casa, não dispondo de tempo para se dedicar à filha. Agradecia aos céus por ter Aurora como educadora de Angélica, pois aquele momento de ensino era muito bom, porque assim Angélica não ficava tão só, já que a mãe não podia dedicar mais tempo para a menina.

Angélica era dedicada nos estudos, apesar de vez ou outra fugir do ar, ficar pensativa... Sua família se preocupava por ela ser tão quieta. Já haviam-na levado em mais de cinco médicos, mas nada era descoberto,

Rui, desejoso de ficar mais próximo da família, decidiu passar a retornar mais cedo para casa, para assim dedicar um tempo para a filha. As noites estavam mais agradáveis, Rui estava menos sisudo e até tinha manifestações de carinho com a esposa. Entretanto, apesar do bom ânimo dele em acompanhar a garota, as coisas eram estranhas. Angélica, no momento das refeições não se concentrava, nada verbalizava e, do nada, iniciava a jogar os objetos da mesa contra a parede e pelo chão. Os pais ficavam preocupados com a educação da filha, refletiam sobre de que forma aquilo havia sido aprendido por ela, sendo que eles não eram violentos. Pensaram que poderia ser Aurora, a professora, que estivesse ensinando esse mau comportamento. Chamaram-na ao escritório para um diálogo:

— Aurora, eu na qualidade de pai de Angélica, tenho observado que ela vem demonstrando atitudes que não combinam com uma menina de boa educação. Ela não tem contato com outras crianças e nós só ensinamos coisas boas para ela. É você quem ensina certas atitudes maldosas?

Choro! Jamais, senhor Rui. Somente ensino as lições para ela e mais nada.

O mistério continuava a assombrar os pobres pais. Angélica, cada vez mais malcriada, jogando facas pelo chão, quebrando objetos. E sempre em silêncio. Quando não dormindo, estava no quarto brincando com seu boneco ruivo.

Uma bela tarde cinzenta, Amélia passando pelo corredor em frente ao quarto da filha, ouviu uma voz estranha.

Quem será? Não havia entrado ninguém na casa.

Tentou abrir o quarto, a porta estava trancada; chamou Angélica que abriu a porta. A mãe verificou todo o recinto, mas não havia ninguém. Perguntou à filha com quem ela estava conversando, entretanto a garota nada respondeu. Amélia saiu cabisbaixa e pensativa.

Aproximava-se do aniversário de Angélica e de presente, ela ganharia uma viagem para a Disney com os pais. Ela não demonstrava muito, mas no fundo estava contente. Os pais, inclusive estavam empenhados com os preparativos — passagens e compra de roupas para o frio rigoroso.

Faltando uma semana para o embarque, arrumaram as malas. Além das roupas, na mala de Angélica também foram colocados alguns brinquedos para distrai-la.  Chegado o dia da partida, Aurora estava na casa, já que ficaria cuidando da mesma, enquanto os patrões ficariam fora. Acomodaram as bagagens no veículo que os levaria até o aeroporto. Amélia passava as recomendações para Aurora:

— Não se esqueça de regar minhas plantas, por favor.

— Sim, senhora — respondeu ela.

Já distantes umas duas quadras de casa, Angélica lembrou-se de algo, começou a procurar nas malas, na sua mochila e nada. Gritou:

— Papai, precisamos voltar, me esqueci de algo muito importante para mim.

Logo Angélica, tão calada, de repente se manifestara e muito nervosa...

O pai fez uma manobra e deu o retorno, parando em frente à sua residência. A filha desceu do carro e entrou, subiu as escadas, procurando por todos os cantos do quarto, por dentro do roupeiro, no quarto de brinquedos, na casinha de bonecas e nada...

Passado cerca de duas horas, após muita insistência dos pais, Angélica atravessou a porta com uma sacola, os mesmos deduziram que ela havia encontrado o que fora procurar.

Novamente, Rui deu a partida. Seguiam, contemplando as paisagens, Amélia ao seu lado e Angélica sentada no banco traseiro com os seus brinquedos. A garota ia adormecida boa parte do tempo. Pararam no caminho, Rui havia avistado um restaurante e já se aproximava do horário do almoço. Enquanto faziam a refeição, o carro ficou numa ruazinha na lateral.

A família almoçava tranquilamente. Angélica, que nunca se alimentava até repetiu um Frapê de frango. Amélia, para comemorar o bom ânimo da filha, pediu um Petit Gateau de sobremesa para os três. Após finalizarem, ficaram caminhando por um jardim próximo, Angélica brincando com as rosas do local. Rui contemplava-a em silêncio.

Prosseguiram a viagem, Angélica dormia com a sacola pendurada em seu pulso. Rui ia concentrado na direção, enquanto a esposa lia um livro. Ao cair da tarde, ainda restavam alguns quilômetros para chegarem até o aeroporto. Nesse momento, Angélica decidiu retirar o brinquedo da sacola — era seu boneco de cabelos cor de fogo.

De repente, Rui começou a ouvir o choro da filha, fez uma manobra com o carro, jogando-o para fora da pista para atender a menina. O seu rosto estava ensanguentado, com marcas de arranhões. Rui e a esposa, horrorizados com o estado da filha, questionaram-na sobre o motivo dela ter feito aquilo com seu lindo rostinho, mas a menina, chorando muito, falou baixinho no ouvido da mãe: — Não fui eu, mamãe.

Amélia, muito preocupada, perguntou ao marido se não seria o caso de retornarem para casa e levarem a filha ao médico, pois acreditava veementemente que a garota estava doente. Porém, Rui não acatou a sugestão da esposa e prosseguiu a viagem.

Ao anoitecer, seguiam na estrada de pedra, quando algo saltou no colo de Rui segurando a direção, lançando o carro num barranco. O veículo, após capotar inúmeras vezes, explodiu.

No outro dia pela manhã, um viajante avistou o carro queimado, desceu para averiguar se havia pessoas feridas. Quando o mesmo puxou os corpos para fora, percebeu que estavam todos sem vida, com muitas queimaduras e o que mais o chocou é que o boneco dos cabelos cor de fogo estava intacto. Chamou uma ambulância e seguiu para a sua residência, levando o lindo boneco para a sua netinha, que, certamente ficaria muito feliz.

 

 

 

 

 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021



- “Só a Literatura Salva!”

Lembro como se fosse hoje quando, no primeiro semestre da faculdade, a professora proferiu essa sentença. Na época, eu não tinha a maturidade suficiente para compreender a proporção dessa afirmação. Entretanto, essa sementinha ficou germinando e essas palavras ficaram ecoando na mente, por vezes. Foi quando na disciplina de Literatura Contemporânea, ministrada, coincidentemente, pela mesma professora, que a “ficha caiu”, no momento em que lia um texto de apoio da filósofa contemporânea, Martha Nussbaum, em que a mesma afirma que a Arte tem o poder de criar em nós, seres humanos, a EMPATIA. E mais ainda, no caso da Literatura, visto que, ao lermos uma história, podemos nos colocar no lugar do outro, no lugar do personagem que sofre por discriminação; que sofre por Bullying; que sofre por “n” motivos. Nesse momento a frase verbalizada 4 anos, anteriormente, pela professora, fez todo o sentido e eu que até então contemplava somente a estética das histórias, passei a enxergar a sua grandeza de poder de transformação. A Literatura salva! A empatia exercitada por meio das histórias pode, sim, salvar o mundo, começando pelo nosso mundo interior. Por isso, não me vejo noutro espaço que não na Literatura, seja escrevendo minhas próprias histórias, como também lendo os livros redigidos por colegas também escritores. Eu não me canso de exaltar a Literatura Nacional e erguer a bandeira “A Literatura Salva”, porque ela, como toda expressão artística, tem o potencial de salvar o mundo, a começar pelo nosso próprio. A Literatura já me salvou e o faz todos os dias.

Texto Autoral



#literatura #literaturabrasileira #empatia #euamoler #souautornacional


 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

 


Flos Ignis

Autora: @costanza.batalha
Editora Crystal Books

Uma narrativa super bem descrita, fluída e viciante!
Favoritado com ⭐⭐⭐⭐⭐❤

Para quem me conhece sabe que adoro uma história com lobos e vampiros. Em Flos Ignis, a autora constrói um mundo com todos esses seres e mais!
Agora, imagine você, uma fantasia urbana em que, no universo acadêmico, convive um lobo, um vampiro, uma bruxa e uma humana misteriosa? Já dá para imaginar a surpresa quando esses seres se revelam como sobrenaturais, não é mesmo? Ainda mais quando há um Conselho, que ordena que as espécies não podem se misturar. Mas, será que essa ordem é seguida? Quem é a Flor de Fogo? Ficou curioso (a) para descobrir?
Então, venha aventurar- se com essa história, que foge do já apresentado nas narrativas que envolvem vampiros, devido à sua originalidade.
Você pode encontrar o livro no site da editora Crystal Books e na Amazon.

TRÊS LETRAS, da autora HELOÍSA CRUZ


Experiência de leitura🗣


✍Gente do céu! Esse livro deveria vir com um ALERTA da necessidade de lencinhos. Ao final, você precisará, pois tem um Plot 🙊

Inicio, ressaltando sobre a genialidade do título, muito criativo...

✍Essa história mostra que pessoas certas podem aparecer em nossas vidas em momentos não tão apropriados, e que, por isso, precisamos ajustar tudo de forma que não prejudique nenhum aspecto da vida.
Revela que, às vezes, o destino pode nos pregar peças... E que o tempo... ah! O tempo gira. E que o verdadeiro amor sobrevive às peças que o destina prega.

✍A história narra sobre a jovem carioca, Jai, de 17 anos, estudante do Ensino Médio, que precisa se mudar para São Paulo após uma promoção do pai advogado.

✍Em São Paulo, Jai conhece Leonardo, um moreno de olhos esmeralda, e vivem um lindo romance. A princípio eles temem esse amor porque Leonardo está com uma viagem de intercâmbio marcada. Ele irá passar 24 meses em Boston, assim que concluir o Ensino Médio. Aí vem a grande questão: poderia uma viagem mudar toda a sua vida?

✍Além da viagem, o destino prega uma peça neles. Como superar? Será que o tempo apaga um amor verdadeiro?

✍Três Letras é uma daquelas histórias que te faz sofrer as angústias dos personagens. E, quando vem o Plot, é impossível não se emocionar.

🗣Uma narrativa comovente, repleta de histórias de família, de promessas, de desencontros, mas também de reencontros. Uma história que arranca lágrimas, mas que, ao final, deixa aquela sensação de coração quentinho. Favoritadissima com 5 ⭐+❤
Super indico para você que curte histórias com dramas familiares, avós queridas e pais que mais parecem amigos do que pais.
 

sábado, 26 de dezembro de 2020


 

Opinião da fã que passou o dia de Natal maratonando a série:
A série Bridgerton superou às minhas expectativas! Confesso que, quando vi o trailer e identifiquei alguns acréscimos, temi que a essência da história " O Duque e Eu " fosse alterada, porém isso não ocorreu para minha felicidade.
A família Bridgerton consegue representar na tela a união e harmonia que identificamos na série da Julia Quinn; Daphne e Simon juntos demonstram uma química perfeita- ela, curiosa e determinada; ele, de alma taciturna a incognocivel por vezes, representa com verdade os reflexos do seu passado triste com o pai. O ator escalado consegue transmitir fidedignamente a sua luta interior por querer se entregar ao amor de Daphne sem ressalvas, mas ao mesmo tempo sente ressalvas devido à promessa que fez após a morte do pai.
Na série consegui aceitar a insistência de Daphne sobre o desejo de ter um filho com Simon. Fica evidente que ela deseja libertar o seu amado das amarras do passado. Aliás, na série vemos que ela concede a ele o tempo necessário para que ele resolva seus conflitos internos.
Também não posso deixar de ressaltar o arranjo que tornou Lady Danbury na mentora de Simon. A cena em que ela o aconselha ainda garotinho me emocionou de verdade.
E sobre as Featherington, o que dizer? Atuação impecável. Da maneira como eu imaginava, desde o figurino até os diálogos, com destaque especial para minha querida Penelope que comprova todo o seu potencial e que mostra ao mundo a que venho...
Ah! Um destaque para Violet que mostra sua força num misto de humor e perspicácia. Além disso, destaque merecidíssimo para os atores que representam Eloise e Benedict Bridgerton que fizeram toda a diferença no clã Bridgertons; Eloise, a irreverente que luta contra as convenções sociais; Benedict com sua alma de artista que deseja deixar sua marca, a sua verdadeira identidade construída por si próprio, dissociada influência do poder e prestígio que seu sobrenome o confere. Eloise é Benedict! Passei a admira-los ainda mais! Na série, Benedict passou a ocupar o pódio de irmão homem Bridgerton preferido.
Achei a interpretação de Colin bastante fraca; ele que no livro é sempre o mais brincalhão, o mais vivaz, o comilão piadista, não conseguiu transmitir isso na telinha. Alô! Colin?! Mostre seu brilho nas próximas temporadas. E Anthony? Anthony sempre sendo Anthony! Conseguiu representar a sua preocupação de chefe de família em assegurar o bem-estar da família. E, junto dos outros rapazes encenou com propriedade os costumes libertinos da época. Por fim, minhas saudações à trilha sonora, ao figurino, à fotografia, ao cenário. Estão mágicos e fabulosos! Além disso, preciso ressaltar a linda mensagem transmitida pela série: que o amor e a união fazem toda a diferença; que as segundas chances e o perdão são sempre as melhores escolhas; e, que, acima de tudo, é preciso coragem para viver acima das expectativas da sociedade. Não resta dúvida de que Favoritei Bridgerton com todos os acréscimos e reorganização de ordem. E que venha a 2 Temporada social londrina! #vem Kate! ⭐⭐⭐⭐⭐❤️❤️❤️❤️❤️ E vc? Assistiu à série? Venha surtar comigo nos comentários! Marquem-me nas resenhas de vocês para eu le-las!!!! 📚❤️💗 #bridgertons #netflix #shondaland #shonda #romancesdeepoca #livrosderomance

sábado, 1 de agosto de 2020


Essa Gente
Chico Buarque
Editora: Companhia das Letras

#Experiência_de_leitura
Essa Gente é um romance característico da Prosa Brutalista. Chico Buarque segue a mesma vertente de Rubem Fonseca, Patrícia Mello, Marçal Aquino...
Em Essa Gente o narrador-personagem é um escritor em decadência que está a escrever um romance. Sofre sucessivas ordens de despejo; tem 2 casamentos findados e um filho do primeiro casamento.

-Nos entremeios, enquanto relata sobre o processo de escrita, a história central é apresentada por ele- o cerne central que é o relato do atual cenário político brasileiro ( o livro relata 0 ano de 2019); a situação econômica do país; a violência da polícia contra os negros, dentre outros flagelos sociais.

- Isso tudo narrado com um tom de distanciamento, sugerindo uma farsa. O próprio título sugere distanciamento ao utilizar o pronome "essa".

- Não é uma história dona de belezas oníricas. Pelo contrário, exige do leitor um estômago forte e feeling policial a fim de decifrar o final aberto.

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