sexta-feira, 12 de junho de 2020



O Alienista narra a história de Simão Bacamarte, médico que decide construir uma Casa de Orates (manicômio) no objetivo de descobrir a causa da loucura. O mesmo comprovou que todos estão propensos a desvirtuar-se moralmente. Sobre o conto, o mesmo possui vários personagens secundários que enriquecem a narrativa. 
Destaco o terror que a Casa Verde (asilo) representava para os moradores de Itaguaí, à medida que a mesma aumentava o número de internos, a população passou a ter ideias para a derrocada de Simão. Houve, então, a Revolta dos Canjicas, liderada pelo barbeiro Porfírio. Da revolta, resultaram mortos e feridos, estando nela envolvidos os vereadores da Câmara, o povo e os Dragões (policiais). Porfírio vence e assume a Câmara, mas ironicamente, passa a ter interesse em manter ligações com Simão. Aqui, há uma crítica bem sutil, marca forte de Machado de Assis.
Assim, após estudos, Simão entende que deveria-se admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades
"Não há loucos em Itaguaí".
Somente Simão não se desvirtuou moralmente, morrendo sozinho na Casa Verde. E, mais uma vez, surpreendi-me com a criatividade, crítica e ironia empregada por Machado de Assis neste texto.