Publicado em 1943, primeira obra de Clarice Lispector- Perto do Coração Selvagem-, de forma bastante introspectiva, narra sobre a vida, especialmente a adolescência de Joana.
Os fatos são narrados quando a protagonista se encontra na idade adulta. Joana indaga-se: " Quem sou? Bem isso já é demais". Quando adulta, um marido que faz coisas sem se dar conta do por quê. ●Joana sente-se uma fera presa dentro de si. ●Lembrava-se DA Joana -menina diante do mar; a paz que vinha do corpo deitado do mar, do ventre profundo do mar, do gato enfurecido sobre a calçada. Entretanto, ela não sentia saudade daquela época " não é saudade, porque eu tenho agora a minha infância mais do que enquanto ela decorria..." Percebi que a autora utiliza -se do Fluxo se Consciência- os fatos não são descritos linearmente, mas à medida que surgem no pensamento. Numa hora, Joana está à mesa do jantar, noutra está numa banheira, olha seu corpo em meio à água. ● A obra é dividida em duas partes compostas por muitas reflexões acerca da existência. "Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem isso já é demais". " Perco a consciência, mas não importa, encontro a maior serenidade na alucinação..." " Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão. Liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto, não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. LIBERDADE é pouco. O que desejo ainda não tem nome.- Sou pois um brinquedo a quem dão corda e que terminada está não encontrará vida própria mais profunda ". Ler Clarice está sendo muito prazeroso. E, você, conte- me se já leu este romance!

#Clarice_Lispector
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