domingo, 24 de novembro de 2019
implesmente encantada com a história de Sophie e Benedict. Numa releitura de Cinderela, Julia Quinn, novamente nos surpreende e emociona com mais esta narrativa sobre a família Bridgerton.
A leitura foi tão fluida que em dois dias havia concluído. E, a ansiedade pela estreia da série só aumenta. Quem mais, assim como eu, está lendo esta história para acompanhar na Netflix?
Qual dos livros da família Bridgerton vc mais gostou?
Um romance belíssimo entre Anthony e Kate- adorei essa mocinha de personalidade forte e inteligente; uma história que demonstra que as pessoas podem criar laços muito mais fortes do que os de sangue; Uma história sobre superação dos mais profundos medos da existência, a morte é a efemeridade da vida. UMA história linda...linda...linda💕💗
Simon não conhecera a mãe, vivera sozinho, criado por empregadas. "Passara a vida inteira sem corresponder às expectativas do pai". Passara a vida fazendo coisas, certamente, reprovadas pelo pai. "Participava de farras...e cada aventura era deliciosa pela consciência de que o pai as desaprovaria..." Tomado pela mágoa, Simon fez uma promessa a si mesmo: nunca se casaria e, jamais, teria filhos, a fim de não passar adiante o título de ducado Hasting. Simon se considerava um libertino; a sociedade julgava-o como tal. Até que Daphne Bridgerton aceita uma proposta do rapaz e, juntos firmam um acordo. Ele desejava fugir das mães ávidas por casamento. Bem, convém acrescentar que o convívio dos dois é bastante divertdo e um tanto tumultuado pela família Bridgertons, que é grande e muito turbulenta. Ademais, destaco o tom de humor utilizado pela autora para conduzir o enredo. É uma leitura bem fluída e divertida! Super recomendo, ainda mais agora que sabemos que haverá adaptação da série na Netflix. Ansiosa pela série e lendo todas as obras para saber de todos os detalhes. E, são 9 volumes contando sobre essa família unida e maravilhosa.
Ler as obras de Judith McNaught é sentir-se imerso no ambiente da história. É impressionante o dom que a autora possui de nos capturar de forma enigmática à emoção das cenas. Talvez, seja consequência da riqueza de detalhes. A autora não apenas narra a cena, como também apresenta os detalhes do cenário, sendo até possível vislumbrarmos a mobília ou o cheiro de perfume. Judith não apenas descreve o fato, como também relata as características psicológicas dos personagens, o que nos faz, enquanto leitores, sofremos, chorarmos, vibrarmos junto. Pois bem...Em Algo Maravilhoso, Judith nos conta a história de Jordan e Alexandra que precisam casar-se após o rapaz, de certa forma, "desgraçar" a vida da moça. A partir daí é que se desenvolve a trama. *Diferentemente da romantização de atitudes machistas que ocorrem no primeiro volume da série, "Agora e Sempre", em "Algo Maravilhoso". Jordan apresenta um comportamento no início e culmina em sua redenção ao Algo Maravilhoso. *É uma leitura muito fluida que traz não só a questão do romance dos dois, como também sobre o comportamento da sociedade londrina na época- rede de intrigas, fofocas e traições.
Um dos melhores romances já lido até agora.
- A história se passa na Inglaterra de 1818. Há um capítulo inicial, datado de 1815 em que se inicia a narrativa de Jason – personagem principal masculino, dotado de um tremendo mau humor e cinismo. Além de se considerar um homem sem princípios.
Essa trama é construída por redes que se entrelaçam e culminam a um final emocionante. Todos os personagens estão ligados por laços do passado que se reforçam no futuro.
Bem, mas vamos falar sobre a personagem feminina, Victória, que vira a casa de Jason, de pernas para o ar, literalmente. Uma jovem de 18 anos que após perder os pais num acidente de carro, se vê obrigada a morar na casa de um tio Duque, longe de sua irmã Dorothy, visto que a bisavó, Condessa de Claremont, não a deseja em sua casa, devido a sua semelhança com a mãe Katherine. A recepção de Vitória não foi nada convencional. Após seis semanas num navio, a mesma precisou contar com a ajuda de camponeses para ser conduzida até a casa do Duque de Atherton, mas para sua infelicidade acaba sendo recebida por Jason, que não a desejava em sua propriedade, e fez questão de não esconder isso. Sentindo-se desamparada, ela desmaia e é carregada por ele até o cômodo onde seria o seu quarto. Neste momento, a vida de ambos vira de pernas para o ar. Um típico casal “cão e gato” se forma. A todo o momento ambos se provocam e alfinetam-se. Victória apresenta uma personalidade peculiar: doce, mas determinada e teimosa, qualidades que herdara da mãe. Com o queixo sempre empinada dá as respostas mais ferinas possíveis à Jason, quando o mesmo a provoca. Já imaginam no que isso irá desembocar, não é mesmo?! Mas não se engane ao pensar que será um percurso fácil. Não mesmo...Jason tem marcas profundas de um passado infeliz, retratado pelo seu cinismo amargura.
Mas, vamos abordar sobre o pano de fundo da narrativa. Se passa na TON, como era designada a alta sociedade inglesa. Isso concede à trama, um ar de Gossip Girl. A fofoca rola solta pela cidade, seja no jornal Times, seja pelos mexericos das damas nos mais nobres salões de festas, teatros e óperas.

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“A Ton contava com inúmeras regras de comportamento, que, por sua vez, possuíam uma longa lista de exceções”.
“Os casamentos da Ton, na sua maioria são vazios, insatisfatórios e superficiais”. Casamentos arranjados para reforçarem laços entre a nobreza; para manterem seus títulos de nobreza ou então, para a procriação. Era raro haver casamentos por amor.
Além disso, era comum ambos terem amantes.Tanto homens como mulheres eram vistos com outros parceiros. Sobre essa questão, nas voz da personagem Victória, a autora apresenta uma crítica feroz. Victória não deseja ter um casamento como vira na Ton, na maioria das vezes. Desejava ser uma companheira para seu marido, ter sua companhia nos eventos a que fosse, ter sua companhia nas refeições. Enfim, ter um casamento feliz.

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Outro ponto que Judith McNaught aborda em “Agora e Sempre”, é sobre a questão dos títulos de nobreza, sobre o significado de cada um:
“Tecnicamente, os duques são “príncipes”. Pode parecer que a posição do príncipe seja superior à do duque, mas devo lembra-la de que os filhos da realeza já nascem príncipes, mas são elevados à categoria de duques... – Logo após o duque, vem o marquês. Um marquês é herdeiro de um ducado. Então, vem o conde, o visconde e, finalmente, o barão”

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Sobre os pronomes de tratamento:
“Quando falar a um duque, deve chama-lo de “Alteza”. Nunca dirija-se a um duque como “milorde”. Uma duquesa também deve ser chamada de “Alteza”. Contudo, você pode se dirigir a todos os demais como “milorde” e suas esposas como “milady”.
Por todos esses aspectos, Judith McNaught nos dá uma aula sobre a alta sociedade inglesa, o que justifica a obra como sendo um romance histórico, sendo premiado, inclusive como o melhor na categoria. Claro, que devemos considerar a época que está sendo retratada. Eu, particularmente, senti-me incomodada em várias partes da obra, algo que se dissipou quando olhei pela perspectiva da época. “Agora e Sempre” é sem dúvida, um romance histórico que merece ser lido. A autora Judith McNaught não me decepcionou com sua narrativa.
Um Duque é abandonado pela noiva. Ao sair em busca da noiva fugitiva, após embriagar-se é assaltado e espancado por um bando de ladrões. Entre a vida e a morte, é salvo por uma mulher, dona de uma taverna- uma jovem que escondia sua beleza e feminilidade, a fim de evitar a cobiça masculina.
Imbuídos na missão de encontrar a noiva fujona, Thorne e Gillie passam bastante tempo juntos. E, apaixonam-se. Entretanto, ele é um Duque, e ela é uma plebeia. Ele tem deveres para com a realeza, deve se casar com uma dama detentora de um dote com significativa parcela de terras, além de ser refinada e delicada.
O que Gillie teria a oferecer além do seu amor? Além disso, ela é uma bastarda, algo bastante discriminado na sociedade da época- Londres, 1872.
Essa história tem um desfecho comovente para o casal.
Opinião crítica:
***Senti falta de uma narrativa a respeito do quê acontecera com a noiva...até há algo implícito, mas acredito que ficou faltando um maior aprofundamento da história da personagem Lavínia.
Mas, sem dúvida, assim como “Desejo e Escândalo”, primeiro volume, é um belo romance de época, apresenta um enredo criativo, riqueza de detalhes, além de temas bem pertinentes, como a abordagem do trabalho designado à realeza: Duques, Condes, e a questão da bastardia.
Imbuídos na missão de encontrar a noiva fujona, Thorne e Gillie passam bastante tempo juntos. E, apaixonam-se. Entretanto, ele é um Duque, e ela é uma plebeia. Ele tem deveres para com a realeza, deve se casar com uma dama detentora de um dote com significativa parcela de terras, além de ser refinada e delicada.
O que Gillie teria a oferecer além do seu amor? Além disso, ela é uma bastarda, algo bastante discriminado na sociedade da época- Londres, 1872.
Essa história tem um desfecho comovente para o casal.
Opinião crítica:
***Senti falta de uma narrativa a respeito do quê acontecera com a noiva...até há algo implícito, mas acredito que ficou faltando um maior aprofundamento da história da personagem Lavínia.
Mas, sem dúvida, assim como “Desejo e Escândalo”, primeiro volume, é um belo romance de época, apresenta um enredo criativo, riqueza de detalhes, além de temas bem pertinentes, como a abordagem do trabalho designado à realeza: Duques, Condes, e a questão da bastardia.
O quê sente uma jovem senhorita quando conhece um homem muitíssimo belo, dotado de lindos olhos azuis, forte, másculo, gentil e dotado de um instinto protetor? DESEJO
O quê acontece quando uma Lady se apaixona por uma plebeu? Escândalo
Pois, em Desejo em Escândalo, de Lorraine Heath, da editora Harlequin, vamos conhecer a história da família Hedley e da Trewlove. Ambas escondem um segredo há mais de 30 anos.
Mick Trewlove para vingar-se da família Hedley, acaba se aproximando da jovem Aslyn- tutelada dos Hedley. O quê ele não esperava era apaixonar-se por ela. A partir disso, ele não sabe se prossegue com o plano de vingança ou conta toda a verdade para ela. Mas, como a mentira tem pernas curtas, Aslyn acaba descobrindo quase tudo por conta própria. E, isso assegura à trama um clímax super, superintenso! OMG!!! Que desfecho e que enredo! Vale ressaltar aqui, a construção dos personagens, que são todos muito palpáveis, bem como os cenários. É tudo narrado com uma riqueza de descrição.
E, sem dúvida, esse romance passou a ser o meu romance de época preferido da vida!!! Tomara que a continuação dele seja tão bom quanto... já louca para ler “ O Amor a um Duque”.
O quê acontece quando uma Lady se apaixona por uma plebeu? Escândalo
Pois, em Desejo em Escândalo, de Lorraine Heath, da editora Harlequin, vamos conhecer a história da família Hedley e da Trewlove. Ambas escondem um segredo há mais de 30 anos.
Mick Trewlove para vingar-se da família Hedley, acaba se aproximando da jovem Aslyn- tutelada dos Hedley. O quê ele não esperava era apaixonar-se por ela. A partir disso, ele não sabe se prossegue com o plano de vingança ou conta toda a verdade para ela. Mas, como a mentira tem pernas curtas, Aslyn acaba descobrindo quase tudo por conta própria. E, isso assegura à trama um clímax super, superintenso! OMG!!! Que desfecho e que enredo! Vale ressaltar aqui, a construção dos personagens, que são todos muito palpáveis, bem como os cenários. É tudo narrado com uma riqueza de descrição.
E, sem dúvida, esse romance passou a ser o meu romance de época preferido da vida!!! Tomara que a continuação dele seja tão bom quanto... já louca para ler “ O Amor a um Duque”.
Eu já havia lido “Uma Dama Fora dos Padrões” e, não sei nem descrever sobre qual eu gostei mais...Oh My God! Que histórias! E, que escrita maravilhosa!
Em “Um Marido de Faz de Conta”, conhecemos a história de Cecília e Edward. O mesmo é um oficial do exército inglês, e estava em uma missão quando desapareceu. Acordou com uma amnésia (mais ou menos 3 meses da vida) na enfermaria providenciada, e ao abrir os olhos, se deparou olhando para Cecília, da qual ele se lembrava, pois conhecia-a por retrato, que foi mostrado por seu irmão- melhor amigo de Edward.
Para poder ficar cuidando dele, Cecília precisou mentir que era sua esposa, e essa mentira se arrasta por toda a trama, formando uma verdadeira teia de mentiras. Bem, ele não lembrava de ter casado-se com ela, mas por cartas eles se correspondiam, e verdade seja dita, ele já era meio apaixonadinho por ela. E, ela também...
Além disso, o irmão de Cecília estava desparecido e o título esposa de um Rokesby, filho do Conde Manston, lhe fornecia privilégios na questão da busca do irmão.
*Vocês já imaginam que o desfecho dessa trama reserva fortes emoções, não é mesmo?!
Alguém mais já leu esse romance de época? Venha conversar comigo sobre essa história!!!
Olá pessoal! Esta semana estou inclinada a ler Romances de época! E vocês?
Pois bem, quero conversar sobre “Uma Dama Fora dos Padrões”, de Júlia Quinn. Vocês conhecem essa protagonista? Caso não a conheçam, vos apresentarei, nas próprias palavras da dama em questão:
“Meu caminhar não é leve, não sei flertar e, na última vez em que tentei usar um leque, acertei o olho de alguém. - Com certeza não sei fazer um cavalheiro sentir-se mais inteligente, forte e melhor do que eu”. “Billie era, para todos os efeitos o filho mais velho de seu pai”.
“Ela não ficava constrangida. Ela simplesmente fazia o que queria, sem se importar com as consequências.”
Ela nada mais é do que uma Bridgerton, filha de um visconde.
***E, com quem essa dama irá formar um par romântico? Nada menos do que George Rokesby, contrariando todas as evidências, já que ambos, aparentemente, só sabiam irritar um ao outro. E quem era George? “O mais velho, o herdeiro...o brilhante, o belo conde de Kennard...um bom partido”.
***Sobre a narrativa, a mesma é bastante fluida, e já inicia com um acontecimento que permeia toda a trama, sendo esse fato que aproxima um casal tão improvável, mas verdade seja dita: com muita química, o que justifica a tensão existente entre ambos, e que é demonstrada em quase todos os diálogos de ambos.
É um típico romance de época, com muito da cultura do período Vitoriano, o que justifica a riqueza de descrições das cenas. Diria que os pontos fortes de “Uma Dama Fora dos Padrões” são a linguagem e a riqueza dos acontecimentos, os quais não permitem que a obra se torne monótona. E, para minha alegria, poderei matar a saudade desses personagens lendo o volume 2: Um Marido de Faz de Conta, pois estou muito envolvida com essa trama. ***Espero que vocês tenham gostado dessa resenha e que leiam esse romance. E, aí? Quem já leu esse romance? Venham conversar comigo! Deixem seus comentários!
*Razão e Sensibilidade, publicado em 1811, narra a história de duas irmãs- Elinor e Marianne-, a primeira dotada de razão e bom senso, a segunda, intensa e extremamente sensível. Ambas, ao mesmo tempo, descobrem a tristeza de um amor não correspondido, conduzido a diferentes desfechos no decorrer da trama.
Inicio, por assim dizer, que não é a minha obra preferida da autora. A trama demora bastante para se desenrolar e, há alguns personagens que não me cativaram tanto, como os Palmer, a Lady Middleton e Anne Steele. Entretanto, há de se ressaltar sobre as temáticas retratadas: questões políticas e econômicas da época. *Trata sobre a questão da herança, favorável ao sexo masculino, e que desprestigia as filhas mulheres;
*Casamentos arranjados por conveniência;
Temática central: sobre a aceitação ou não de quê uma mesma pessoa poderia se apaixonar mais de uma vez.
“Talvez, então, o desse como prêmio à pessoa que escrevesse a melhor defesa de sua máxima favorita, a de que ninguém pode apaixonar-se mais de uma vez na vida”.
E, para o desfecho, há algumas máximas provocadas pelo exacerbado orgulho da juventude, que podem se ver diminuídas:
“Marianne Dashwood nascera para um destino extraordinário. Nascera para descobrir a falsidade de suas próprias opiniões e para contrariar com sua conduta suas máximas mais queridas”.
Enfim, um típico romance de época, com temas bem clichês, mas que merece a devida atenção. Mas, e aí! Você já leu esse romance? Conhece a escrita da autora?
Venha conversar comigo sobre Jane Austen!
*Publicada em 1811, Orgulho e Preconceito narra a história da Família Bennet- família um tanto peculiar-, pais de 5 filhas mulheres: Elizabeth, Jane, Mary, Kitty, Lydia. A protagonista é Elizabeth, mas sua irmã Jane também tem bastante desenvolvimento na trama. Essas cinco filhas mulheres eram o motivo do desespero da sua mãe, e a sua atividade predileta era vislumbrar futuros casamentos para as filhas, tarefa nada fácil, numa cidade pequena, com poucos rapazes.
Após a descrição dos personagens e de seu cotidiano é que a trama se desenvolve. Elizabeth conhece Darcy Williams, de forma que antipatiza com ele à primeira vista. E, isso é reforçado após ser contada uma história sobre ele para ela.
“Ouço coisas tão díspares a seu respeito, que fico totalmente perplexa”.
***O que acontece quando tudo conspira para que Lyzie acredite na história contada? Essa dúvida sobre o caráter de Darcy permeia toda a obra.
Agora passo a discorrer sobre as minhas impressões sobre essa obra:
• Sem dúvida, trata-se de um romance bem clichê, entretanto deve-se atentar para o período no qual fora escrito e publicado, Em 1811, sendo que as mulheres passaram a escrever somente no final do século XVIII. Anteriormente, esse direito era dado somente aos homens. E, não pense não que as mulheres possuíam uma sala ou um quarto no qual pudessem redigir seus escritos. Não!!! Jane Austen, provavelmente, escreveu a obra cercada por seus familiares, numa sala agitada e barulhenta.
• Considero a autora à frente do seu tempo. Discorrer sobre o casamento e suas implicações financeiras é algo de notória reflexão por parte da autora, num período onde o casamento era a única coisa que importava para as mulheres.
• Também gosto muito da forma com que as histórias dos personagens estão tramadas e arranjadas, todas interligadas.
E aí?! Já leram essa obra? Venham conversar comigo sobre...
Após a descrição dos personagens e de seu cotidiano é que a trama se desenvolve. Elizabeth conhece Darcy Williams, de forma que antipatiza com ele à primeira vista. E, isso é reforçado após ser contada uma história sobre ele para ela.
“Ouço coisas tão díspares a seu respeito, que fico totalmente perplexa”.
***O que acontece quando tudo conspira para que Lyzie acredite na história contada? Essa dúvida sobre o caráter de Darcy permeia toda a obra.
Agora passo a discorrer sobre as minhas impressões sobre essa obra:
• Sem dúvida, trata-se de um romance bem clichê, entretanto deve-se atentar para o período no qual fora escrito e publicado, Em 1811, sendo que as mulheres passaram a escrever somente no final do século XVIII. Anteriormente, esse direito era dado somente aos homens. E, não pense não que as mulheres possuíam uma sala ou um quarto no qual pudessem redigir seus escritos. Não!!! Jane Austen, provavelmente, escreveu a obra cercada por seus familiares, numa sala agitada e barulhenta.
• Considero a autora à frente do seu tempo. Discorrer sobre o casamento e suas implicações financeiras é algo de notória reflexão por parte da autora, num período onde o casamento era a única coisa que importava para as mulheres.
• Também gosto muito da forma com que as histórias dos personagens estão tramadas e arranjadas, todas interligadas.
E aí?! Já leram essa obra? Venham conversar comigo sobre...
- 《RESENHA 》
Palavras em Azul Profundo
Autora: Cath Crowley
Editora: @plataforma21_ 👇💑 - Palavras em Azul Profundo
“Livros de segunda mão são assombrados. Têm fantasmas nas páginas”. Os termos “palavras” e “azul” já dão a ideia do teor principal da obra: palavras e azul; palavras, pois a trama se passa basicamente numa livraria, principalmente na Biblioteca de Cartas- seção destinada a se escrever cartas para outras pessoas, deixando-as dentro de livros. E “azul”, que é a cor da água do mar, o qual tem presença marcante na trama.
A história inicia com a festa intitulada “O Fim do Mundo”, em que o lema era fazer naquela festa tudo que se desejasse antes do temido fim do mundo. Henry- o protagonista masculino-, desiste de ir à festa com Rachel, sua melhor amiga para ir com Amy, a garota por quem estava apaixonado. Nessa mesma noite, Rachel vai embora com sua família para a cidade de sua avó e Henry pensa que ela nem ao menos se despediu. Ela até tentou, deixou uma carta para ele dentro do seu livro preferido, o que continha o poema “A Última Canção de Amor”. Lá em Sea Ridge, acontece algo com Rachel que a deixou devastada, sem rumo na vida, algo que a fez desistir de estudar Biologia Marinha; que a fez reprovar de ano; que a fez ficar deprimida, deixando Henry sem notícias há 3 anos.
Após 3 anos, Rachel retorna e passa a trabalhar na livraria Howling Books, ao lado de Henry, catalogando as cartas deixadas dentro dos livros, visto que Sophia decidira vender o local. E, é nesse catalogar de palavras que as histórias vêm à tona: a reconstrução de um passado de 3 anos; o romance de um casal que se trocava cartas dentro do livro “Orgulho e Preconceito e Zumbis”. Em “Palavras em Azul Profundo”, a autora faz um belíssimo trabalho, citando tantas obras e autores clássicos: Derek Walcott, Ray Bradbury, Dickens, Orgulho e Preconceito e Zumbis, The Broken Shore, Atlas de Nuvens, A Última Esperança, Bukowsky, e em meio às páginas, as lembranças de todos os leitores que já leram e deixaram algum escrito.
“Livros usados são cheios de mistério. É por isso que gosto deles”.
“A cada carta, quero falar com Henry mais e mais”.
“Nós dois nos mandamos cartas a semana inteira por meio do Atlas de Nuvens”.
“Às vezes a ciência não basta. Às vezes os poetas são necessárias”.
“Tem tanta gente na Biblioteca, tantas pessoas que deixaram partes de si naquelas páginas ao longo dos anos”.
Um subtema abordado é a questão da pouca visibilidade dos sebos “os e-books são o futuro. E os sebos logo serão apenas uma lembrança”.
******Que história linda, triste e emocionante ao mesmo tempo, e, por vezes, em algumas partes é bem engraçada. Me emocionou muito, e, com certeza, é o meu romance favorito do ano, até agora.
A Pequena Sereia
Autora: Louise O’ Neill
Editora: Darkside
A proposta que a autora nos apresenta na premissa é a de uma releitura do conto fantástico “A Pequena Sereia” de Andersen (1837). Mas, mais do que isso essa obra suscita uma série de reflexões acerca do quê seja ser mulher numa sociedade patriarcal. Por vezes, um universo que, através de suas artimanhas, visa ao silenciamento da voz feminina, impedindo às mulheres de terem seus direitos assegurados ou até mesmo oprimindo o sexo feminino de expressar sua opinião. “Não é elegante para uma mulher ficar fazendo montes de perguntas”.
“Eu não posso”
Um universo que tenta incutir na mente feminina que a única coisa que importa é a aparência:
“Vocês são meras garotas. A aparência de vocês é a única coisa que as distingue, e eu quero a melhor”.
Além disso, a obra leva-nos a refletir sobre o tema “violência às mulheres”, algo corriqueiro na sociedade atual:
“Mas ele é rude. Puxa meus cabelos, seus dedos brutos deixam marcas na minha pele que preciso me esforçar para justificar para vovó e minhas irmãs nos dias subsequentes. Você está me machucando, queixo-me para ele, que apenas ri -“É melhor se acostumar com isso, pequenina”.
Como uma ativista nas causas feministas, a autora Louise com “A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões”, apresenta uma releitura do conto, desmistificando o lado sombrio do conto maravilhoso, do “e, viveram felizes para sempre...”, além de deixar uma mensagem para o sexo feminino:
“Quero que vocês sempre se lembrem do quanto são poderosas, jamais permitam que alguém tire isso de vocês, ou tente fazer vocês se sentirem pequenas”.
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