- 《RESENHA 》
Palavras em Azul Profundo
Autora: Cath Crowley
Editora: @plataforma21_ 👇💑 - Palavras em Azul Profundo
“Livros de segunda mão são assombrados. Têm fantasmas nas páginas”. Os termos “palavras” e “azul” já dão a ideia do teor principal da obra: palavras e azul; palavras, pois a trama se passa basicamente numa livraria, principalmente na Biblioteca de Cartas- seção destinada a se escrever cartas para outras pessoas, deixando-as dentro de livros. E “azul”, que é a cor da água do mar, o qual tem presença marcante na trama.
A história inicia com a festa intitulada “O Fim do Mundo”, em que o lema era fazer naquela festa tudo que se desejasse antes do temido fim do mundo. Henry- o protagonista masculino-, desiste de ir à festa com Rachel, sua melhor amiga para ir com Amy, a garota por quem estava apaixonado. Nessa mesma noite, Rachel vai embora com sua família para a cidade de sua avó e Henry pensa que ela nem ao menos se despediu. Ela até tentou, deixou uma carta para ele dentro do seu livro preferido, o que continha o poema “A Última Canção de Amor”. Lá em Sea Ridge, acontece algo com Rachel que a deixou devastada, sem rumo na vida, algo que a fez desistir de estudar Biologia Marinha; que a fez reprovar de ano; que a fez ficar deprimida, deixando Henry sem notícias há 3 anos.
Após 3 anos, Rachel retorna e passa a trabalhar na livraria Howling Books, ao lado de Henry, catalogando as cartas deixadas dentro dos livros, visto que Sophia decidira vender o local. E, é nesse catalogar de palavras que as histórias vêm à tona: a reconstrução de um passado de 3 anos; o romance de um casal que se trocava cartas dentro do livro “Orgulho e Preconceito e Zumbis”. Em “Palavras em Azul Profundo”, a autora faz um belíssimo trabalho, citando tantas obras e autores clássicos: Derek Walcott, Ray Bradbury, Dickens, Orgulho e Preconceito e Zumbis, The Broken Shore, Atlas de Nuvens, A Última Esperança, Bukowsky, e em meio às páginas, as lembranças de todos os leitores que já leram e deixaram algum escrito.
“Livros usados são cheios de mistério. É por isso que gosto deles”.
“A cada carta, quero falar com Henry mais e mais”.
“Nós dois nos mandamos cartas a semana inteira por meio do Atlas de Nuvens”.
“Às vezes a ciência não basta. Às vezes os poetas são necessárias”.
“Tem tanta gente na Biblioteca, tantas pessoas que deixaram partes de si naquelas páginas ao longo dos anos”.
Um subtema abordado é a questão da pouca visibilidade dos sebos “os e-books são o futuro. E os sebos logo serão apenas uma lembrança”.
******Que história linda, triste e emocionante ao mesmo tempo, e, por vezes, em algumas partes é bem engraçada. Me emocionou muito, e, com certeza, é o meu romance favorito do ano, até agora.

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