domingo, 24 de novembro de 2019
A Pequena Sereia
Autora: Louise O’ Neill
Editora: Darkside
A proposta que a autora nos apresenta na premissa é a de uma releitura do conto fantástico “A Pequena Sereia” de Andersen (1837). Mas, mais do que isso essa obra suscita uma série de reflexões acerca do quê seja ser mulher numa sociedade patriarcal. Por vezes, um universo que, através de suas artimanhas, visa ao silenciamento da voz feminina, impedindo às mulheres de terem seus direitos assegurados ou até mesmo oprimindo o sexo feminino de expressar sua opinião. “Não é elegante para uma mulher ficar fazendo montes de perguntas”.
“Eu não posso”
Um universo que tenta incutir na mente feminina que a única coisa que importa é a aparência:
“Vocês são meras garotas. A aparência de vocês é a única coisa que as distingue, e eu quero a melhor”.
Além disso, a obra leva-nos a refletir sobre o tema “violência às mulheres”, algo corriqueiro na sociedade atual:
“Mas ele é rude. Puxa meus cabelos, seus dedos brutos deixam marcas na minha pele que preciso me esforçar para justificar para vovó e minhas irmãs nos dias subsequentes. Você está me machucando, queixo-me para ele, que apenas ri -“É melhor se acostumar com isso, pequenina”.
Como uma ativista nas causas feministas, a autora Louise com “A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões”, apresenta uma releitura do conto, desmistificando o lado sombrio do conto maravilhoso, do “e, viveram felizes para sempre...”, além de deixar uma mensagem para o sexo feminino:
“Quero que vocês sempre se lembrem do quanto são poderosas, jamais permitam que alguém tire isso de vocês, ou tente fazer vocês se sentirem pequenas”.
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