domingo, 24 de novembro de 2019

*Publicada em 1811, Orgulho e Preconceito narra a história da Família Bennet- família um tanto peculiar-, pais de 5 filhas mulheres: Elizabeth, Jane, Mary, Kitty, Lydia. A protagonista é Elizabeth, mas sua irmã Jane também tem bastante desenvolvimento na trama. Essas cinco filhas mulheres eram o motivo do desespero da sua mãe, e a sua atividade predileta era vislumbrar futuros casamentos para as filhas, tarefa nada fácil, numa cidade pequena, com poucos rapazes.
Após a descrição dos personagens e de seu cotidiano é que a trama se desenvolve. Elizabeth conhece Darcy Williams, de forma que antipatiza com ele à primeira vista. E, isso é reforçado após ser contada uma história sobre ele para ela.
“Ouço coisas tão díspares a seu respeito, que fico totalmente perplexa”.
***O que acontece quando tudo conspira para que Lyzie acredite na história contada? Essa dúvida sobre o caráter de Darcy permeia toda a obra.
Agora passo a discorrer sobre as minhas impressões sobre essa obra:
• Sem dúvida, trata-se de um romance bem clichê, entretanto deve-se atentar para o período no qual fora escrito e publicado, Em 1811, sendo que as mulheres passaram a escrever somente no final do século XVIII. Anteriormente, esse direito era dado somente aos homens. E, não pense não que as mulheres possuíam uma sala ou um quarto no qual pudessem redigir seus escritos. Não!!! Jane Austen, provavelmente, escreveu a obra cercada por seus familiares, numa sala agitada e barulhenta.
• Considero a autora à frente do seu tempo. Discorrer sobre o casamento e suas implicações financeiras é algo de notória reflexão por parte da autora, num período onde o casamento era a única coisa que importava para as mulheres.
• Também gosto muito da forma com que as histórias dos personagens estão tramadas e arranjadas, todas interligadas.

E aí?! Já leram essa obra? Venham conversar comigo sobre...

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